Com quem mora em Blumenau, em Pomerode, em Timbó, em Indaial, em Gaspar, em Brusque, em Jaraguá do Sul ou em Rio do Sul eu não preciso explicar o que é empresa de família. O galpão, o maquinário, o estoque, o capital de giro e o terreno ao lado comprado para expandir costumam estar todos no mesmo CNPJ, no mesmo setor. Um imóvel no litoral de Santa Catarina é patrimônio fora dele, no nome da família. A Sala do Investidor é um atendimento individual sobre lançamentos em cinco praças desse litoral.
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É o que separa a conversa daqui da conversa que eu tenho com quase todo mundo que me procura de outros estados. A sua família não tem dinheiro parado: tem dinheiro trabalhando, e trabalhando num lugar só. O que foi construído em duas ou três gerações está quase todo na mesma pessoa jurídica, e portanto no mesmo setor, exposto às mesmas coisas: o câmbio, a concorrência importada, o cliente grande que atrasa, a sucessão que ainda não foi resolvida. Quando o setor aperta, aperta tudo junto, porque é tudo a mesma coisa.
Isso não é desconfiança do negócio dele, e eu não vou fingir que entendo da indústria de alguém que vive dela desde moleque. É o que todo conselho de família acaba concluindo quando senta para tratar de sucessão: parte do que a geração anterior construiu precisa existir fora do CNPJ que a construiu, no nome das pessoas, para continuar lá se o setor virar e para ser mais simples de dividir entre os filhos do que uma cota de empresa em operação.
Tudo no mesmo CNPJ e no mesmo setor. É o que gera o resultado da família, e é também o que sobe e desce junto, porque responde todo às mesmas causas.
Outro mercado, outra lógica de preço e outro calendário de uso. Fica em pé independentemente de como esteja o ano do setor, e aparece inteiro numa partilha.
E tem o lado prático, que é o argumento que mais pesa na mesa: a família usa o imóvel no período que escolher, com os filhos, os netos e quem mais quiser levar, e no resto do ano ele fica alugado, gerando receita enquanto está vazio. Não é um bem que só custa condomínio esperando a próxima temporada.
Com investidor de outros estados eu gasto boa parte do atendimento explicando Santa Catarina. Com você eu não gasto nenhum minuto: você é catarinense, já desceu para Balneário Camboriú, para Itapema e para Bombinhas a vida inteira, e provavelmente conhece gente que mora ou tem imóvel em alguma delas. Escritura, registro e prefeitura ficam no mesmo estado em que a sua empresa está.
O litoral também está perto o bastante para ser fim de semana, não viagem. Isso muda o uso: um imóvel que a família alcança sem planejar nada é um imóvel que a família usa de verdade, e não apenas uma semana no verão. Quem compra longe de casa compra sempre com essa dúvida; aqui ela não existe.
Ninguém de Blumenau, de Brusque, de Jaraguá do Sul, de Gaspar, de Ibirama ou de Presidente Getúlio chega aqui sem parâmetro. São quase sempre estes três, e a conversa fica melhor quando eles entram na mesa desde o começo, em vez de ficarem na sua cabeça enquanto eu mostro planta. O banco e a aplicação financeira também aparecem, e ali a comparação é curta: aplicação é liquidez, não é patrimônio que a família usa no feriado.
Máquina nova, galpão, ampliar a linha, abrir mais um turno. É o seu movimento natural e muitas vezes é a decisão certa, porque ninguém conhece o retorno daquele investimento melhor que você. Eu não disputo isso. O que eu registro é que esse caminho deixa o patrimônio ainda mais concentrado num lugar só.
Você conhece o mercado da sua cidade de cor, sabe qual rua valorizou, quem construiu bem e quem não. É o parâmetro mais honesto que existe, e eu faço a comparação linha por linha, com as duas tabelas abertas na data da conversa. Só não é patrimônio fora da empresa quando está no CNPJ dela, e com frequência está.
Todo ano a mesma conta, todo ano para outra pessoa, e a cada verão um pouco mais caro. Nenhuma dessas temporadas deixou nada no nome de ninguém. É o comparativo mais concreto que existe, porque o dinheiro já sai do bolso da família, só não volta.
Você conhece esse litoral como quem passa o verão nele, e isso é mais do que a maioria dos meus clientes de fora sabe. Mas conhecer a praia é diferente de conhecer o mercado dela. As cinco cabem num trecho curto de costa e se comportam de forma distinta: densidade de lançamento, gabarito permitido, perfil de quem compra e perfil de quem aluga. Quem olha só o preço do metro quadrado escolhe a praça errada.
Número de mercado envelhece em semanas, então nenhum deles aparece nesta página: preço de tabela, metro quadrado por praça e ocupação de temporada vão para a sua mão por escrito, com data e com a origem de cada um. Projeção de retorno futuro não existe em material meu.
O mercado mais líquido e mais caro dos cinco, com a maior concentração de produto alto padrão e de comprador de fora do estado.
Vizinha de BC pelo túnel, com ocupação mais recente e outro tipo de prédio. Costuma interessar a quem achou BC movimentada demais.
Obra nova concentrada na orla e entrada mais baixa para o mesmo tipo de produto. É onde o mesmo aporte rende mais metro.
Península com área construível limitada e gabarito baixo. Outro tipo de imóvel e uma temporada bem mais sazonal que as duas primeiras.
Baías abrigadas e lançamento mais recente, na direção de Florianópolis. Entrada mais baixa e liquidez menor que a de BC.
Se eu só elogiasse a minha praça você desconfiaria, com razão. E aqui eu estou falando com quem administra empresa e imóvel ao mesmo tempo há anos. Então vai a parte que o anúncio não escreve.
Se o seu caso é um dos quatro acima, você vai ouvir isso de mim na primeira meia hora, não depois de três reuniões e uma visita.
Fique com a empresa, que é o que sustenta a família, e fique com o que você tem na cidade, que você administra melhor do que qualquer um. Nada do que eu vendo faz esse trabalho. O de Santa Catarina faz outra coisa, e são três de uma vez: está fora do CNPJ e no nome da família, a família usa no período que escolher, e no resto do ano ele fica alugado, gerando receita enquanto está vazio.
Um não substitui o outro. Quanto rende depende do prédio, do andar e do período, e isso eu levo por escrito, com as administradoras que atuam no empreendimento, nunca como projeção.
Dois minutos. Serve para eu levar o material da praça que interessa a você, em vez de um catálogo genérico.
Quarenta minutos, no seu horário. Comparo as praças lado a lado e coloco o parâmetro da sua cidade na mesma tabela, com estágio de obra e fluxo de pagamento.
Plantas, tabela vigente e o cenário de cada opção em PDF, com data. Material que dá para levar ao contador, ao advogado e à reunião de família sem eu estar na sala.
A entrada mínima é 10% do valor de tabela, e ela é negociável: eu escuto a sua proposta e levo ela para a construtora. Durante a obra você paga entre 40% e 50% do imóvel, distribuído em parcelas mensais, balões anuais e um pagamento maior na entrega das chaves.
O saldo que sobra depois das chaves é o ponto que decide o negócio, e é justamente o que quase ninguém analisa com cuidado antes de assinar. Ele tem dois caminhos, e os dois cobram juros de formas diferentes.
Entra depois da entrega da obra. O prazo é longo, e a taxa depende da sua análise de crédito e da avaliação do imóvel, então o custo real só aparece quando o banco responde.
Negociado direto com quem construiu, sem passar pela análise do banco. Em geral o prazo é mais curto e o saldo é corrigido pelo índice que está no contrato, então o custo depende do índice e do prazo que der para negociar.
Qual dos dois sai mais barato muda de caso para caso, e a diferença entre eles não é pequena. A consultoria financeira que trabalha comigo simula os dois cenários com os seus números e mostra qual deles cobra menos juros na sua situação. Esse estudo é parte do atendimento, não um serviço à parte: é o que eu faço antes de você assinar qualquer coisa.
Corretor de lançamentos no litoral de Santa Catarina, da 2RW Group. Moro e trabalho aqui, atendo as cinco praças desta página e respondo pelo que escrevo com registro profissional. Com famílias do Vale Europeu o atendimento costuma ser mais direto, porque quem decide já está acostumado a decidir em conselho, com números na mesa e com o contador por perto.
Muitas vezes faz, e eu não vou dizer o contrário sem conhecer a sua operação. Máquina entra na linha que você conhece, com retorno que o seu financeiro consegue estimar melhor do que eu estimaria qualquer coisa. O ponto não é trocar uma pela outra: é que a máquina deixa o patrimônio no mesmo CNPJ e no mesmo setor, e o imóvel no litoral fica fora dele, no nome da família. São finalidades diferentes, não concorrentes. E se for para comprar a máquina este ano, compre a máquina.
Isso se decide com o contador e o advogado da família, não comigo, e eu não dou orientação tributária nem jurídica em material nenhum. O que eu faço é levar o cenário pronto para você levar a eles: qual é a unidade, qual é o fluxo de pagamento, o que o contrato prevê e o que a incorporadora exige de quem compra. Com isso na mão, eles respondem olhando a sua estrutura, que eu não conheço e sobre a qual não devo opinar.
Porque fazem coisas diferentes. O da sua cidade você administra sozinho, conhece o inquilino e resolve a pé, e isso tem um valor que eu não disputo. O do litoral tem outro mercado, outro perfil de quem aluga e um calendário em que a família usa quando quer e aluga no resto do ano. E tem o detalhe societário: o imóvel da cidade muitas vezes está no CNPJ da empresa, então ele não é patrimônio fora dela. Se o seu já está no nome das pessoas, melhor ainda, e a conversa passa a ser só de mercado.
Não sou eu. Quem faz isso são as administradoras locais e, em parte dos prédios, uma operação de locação contratada pelo próprio condomínio. Antes da compra eu te mostro quais atuam no empreendimento que você está olhando, o que cobram de taxa e o que está escrito no contrato delas. E digo também em quais prédios essa estrutura ainda não existe.
Três coisas. Primeiro, quem escolhe o período: dono marca quando quer, inquilino disputa a data com todo mundo. Segundo, para onde vai o dinheiro: o aluguel de temporada sai da família todo ano e não deixa nada no nome de ninguém, e as parcelas de uma compra ficam. Terceiro, o resto do ano: o imóvel que você não está usando pode ficar alugado em vez de vazio. O que eu não vou fazer é cravar aqui que uma coisa compensa a outra em tantos verões, porque isso depende de valores que mudam e que eu só coloco por escrito, com data.
Pelo que é verificável sem depender de mim: quem é a incorporadora e o que ela já entregou, estágio real da obra, registro de incorporação, metro quadrado praticado na quadra e não na cidade inteira, e o que o entorno já tem construído. Eu levo esses itens em lista, um por um, para você conferir por fora, inclusive andando até lá quando vier. É o mesmo tipo de diligência que você faz antes de fechar com fornecedor novo.
Tem riscos próprios: prazo de entrega, reajuste da tabela pelo índice do contrato e solidez da incorporadora. Na conversa eu mostro onde cada um desses pontos aparece no contrato, como ler o registro de incorporação e como checar o histórico de quem está construindo.
A pergunta sobre faixa no formulário existe justamente para isso: você marca a sua e eu te digo na hora se está dentro do que eu atendo, antes de qualquer reunião. Também serve para eu não te mostrar unidade que não cabe no seu momento, nem a que sobra dele. Valor de tabela eu passo por escrito, com data, nunca em página de internet.
Não. Um contato para marcar, o atendimento, e o material por escrito. Depois disso eu só volto a falar se você pedir, e entendo que uma decisão de família não se toma na mesma semana.
Cinco perguntas, dois minutos. Falo com você pelo WhatsApp para combinar o horário.