A Sala do Investidor é um atendimento individual sobre lançamentos em cinco praças do litoral de Santa Catarina. Com família de Rio Verde, de Jataí ou de Itumbiara eu não começo explicando diversificação, porque vocês já fizeram isso: saíram do grão para proteína, entraram em etanol, compraram área em mais de um município, estão na cooperativa, às vezes têm participação em indústria. Isso é mais do que a maioria faz. O que eu trago é o passo seguinte, e ele é mais sutil: tudo que vocês montaram continua sendo precificado pela mesma lista curta de variáveis.
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Quando alguém no Sudoeste de Goiás me diz que já diversificou, eu acredito na primeira frase, porque é verdade. A conta de quem está em Rio Verde, Montividiu, Chapadão do Céu, Quirinópolis ou Santa Helena quase nunca tem uma atividade só. São várias, em municípios diferentes, com sócios diferentes e em estágios diferentes. Isso foi construído de propósito e deu resultado.
O ponto é outro, e ele não tem nada a ver com escolha errada. Por mais longe que você tenha levado, todas essas atividades são precificadas pela mesma lista curta. Quando o ano é bom, é bom em quase tudo ao mesmo tempo. Quando aperta, aperta junto. Não porque você montou mal o conjunto, mas porque esse é o teto de diversificar dentro de um setor, e um método bem aplicado também tem teto.
Cinco frentes diferentes no papel. Na precificação, as mesmas poucas variáveis mandando em todas elas, na mesma direção e quase no mesmo mês.
Demanda de temporada, estoque de lançamento e comprador de outro estado. Nada disso passa pela sua lista, e é essa a única coisa que eu estou propondo acrescentar.
Vale escrever o que ela tem dentro, porque a conversa fica muito mais rápida depois disso. Não é previsão de nada e não é cenário ruim. É só reparar em quantas das suas frentes respondem às mesmas quatro coisas.
Um apartamento em Balneário Camboriú ou em Itapema não entra em nenhum desses quatro itens. Ele tem a lista dele, que é difícil de prever do mesmo jeito, só que por motivos completamente diferentes dos seus. É só isso que eu chamo de ativo descorrelacionado, e já é bastante.
Ninguém do Sudoeste de Goiás chega aqui sem alternativa na mão, e normalmente são boas alternativas. A conversa fica melhor quando elas entram na mesa desde o começo, em vez de ficarem na sua cabeça enquanto eu mostro planta.
É o seu movimento clássico e muitas vezes é o certo, porque você sabe operar e sabe comprar. Continua dentro da mesma lista de variáveis, em mais um lugar.
Armazenagem, confinamento, aviário, participação em usina ou em indústria. Às vezes é a melhor decisão do ano e eu não vou dizer o contrário. É mais fichas na mesma mesa.
Resolve várias coisas de uma vez e você conhece a governança de perto. O resultado dela também responde ao que a sua região produz e ao preço que a sua região recebe.
Essa parte você já trata com quem é do ramo, e é com o seu assessor que ela deve ser tratada. Eu não comparo rendimento com o que ele te mostra: não é a minha praça.
Uma fatia do patrimônio num ativo de outra lista de variáveis. Não no lugar das quatro acima: ao lado delas, respondendo a coisas que nenhuma delas responde.
Preço de área, de reposição e de cota você conhece melhor do que eu jamais vou conhecer. Você traz esses, eu levo os da praça por escrito, e a conta se faz na mesma tabela.
Esta parte costuma interessar mais do que a planta, porque é aqui que o ativo se comporta diferente de tudo que você está acostumado a ter.
Tem um campo de prazo no formulário lá embaixo exatamente por isso. Se a sua resposta for "depois de comercializar", está certa: eu organizo a conversa para esse mês e não fico te ligando no meio da operação.
Elas cabem num trecho curto de litoral e se comportam de forma distinta: densidade de lançamento, gabarito permitido, perfil de quem compra e perfil de quem aluga. Que capital da sua região chegue a este litoral não é novidade para ninguém daí. O que costuma faltar é a comparação entre as cinco, lado a lado, antes de escolher uma.
Número de mercado envelhece em semanas, então nenhum deles aparece nesta página: preço de tabela, metro quadrado por praça e ocupação de temporada vão para a sua mão por escrito, com data e com a origem de cada um. Projeção de retorno futuro não existe em material meu. E comparação com o preço da sua área ou com o resultado da sua atividade eu não faço por estimativa: esses números são seus, você traz os de verdade e a gente põe na mesma tabela.
O mercado mais líquido e mais caro das cinco, com a maior concentração de produto alto padrão e de comprador de fora do estado.
Vizinha de Balneário Camboriú pelo túnel, com ocupação mais recente e outro tipo de prédio. Costuma interessar a quem achou Balneário cheia demais.
Obra nova concentrada na orla e entrada mais baixa para o mesmo tipo de produto. É onde a mesma quantia rende mais metro.
Península com área construível limitada e gabarito baixo. Outro tipo de imóvel e uma temporada bem mais sazonal que as duas primeiras.
Baías abrigadas e lançamento mais recente, na direção de Florianópolis. Entrada mais baixa e liquidez menor que a de Balneário Camboriú.
Se eu só falasse bem da minha praça e evitasse esta parte, você fecharia a página, com razão. Então aqui está o que o anúncio não escreve: quatro vantagens suas que nenhum imóvel meu reproduz.
E a virada é simples: não é escolher um dos dois. Continue onde você é bom e tem escala, porque é ali que você ganha. A conversa é sobre uma fatia do patrimônio, e sobre essa fatia responder a variáveis diferentes de todo o resto. Se você sair daqui pensando em desmontar operação para comprar imóvel, eu falhei em explicar.
São poucas perguntas. Servem para eu levar o material da praça que interessa a você, em vez de um catálogo genérico.
No seu horário, e pode ser cedo ou no fim do dia. Comparo as praças lado a lado, com estágio de obra e fluxo de pagamento.
Plantas, tabela vigente e o cenário de cada opção em PDF, com data. Se decidir visitar, eu monto um roteiro concentrado só com o que sobrou da sua lista.
A entrada mínima é 10% do valor de tabela, e ela é negociável: eu escuto a sua proposta e levo ela para a construtora. Durante a obra você paga entre 40% e 50% do imóvel, distribuído em parcelas mensais, balões anuais e um pagamento maior na entrega das chaves.
O saldo que sobra depois das chaves é o ponto que decide o negócio, e é justamente o que quase ninguém analisa com cuidado antes de assinar. Ele tem dois caminhos, e os dois cobram juros de formas diferentes.
Entra depois da entrega da obra. O prazo é longo, e a taxa depende da sua análise de crédito e da avaliação do imóvel, então o custo real só aparece quando o banco responde.
Negociado direto com quem construiu, sem passar pela análise do banco. Em geral o prazo é mais curto e o saldo é corrigido pelo índice que está no contrato, então o custo depende do índice e do prazo que der para negociar.
Qual dos dois sai mais barato muda de caso para caso, e a diferença entre eles não é pequena. A consultoria financeira que trabalha comigo simula os dois cenários com os seus números e mostra qual deles cobra menos juros na sua situação. Esse estudo é parte do atendimento, não um serviço à parte: é o que eu faço antes de você assinar qualquer coisa.
Corretor de lançamentos no litoral de Santa Catarina, da 2RW Group. Moro e trabalho aqui, atendo as cinco praças desta página e respondo pelo que escrevo com registro profissional. Não entendo da sua operação em Rio Verde, em Jataí, em Itumbiara, em Mineiros, em Goiatuba ou em Caçu, e não vou fingir que entendo. Entendo destas cinco praças, e é sobre isso que eu falo: você confere o número, compara com o que já tem e decide sozinho.
Porque diversificar atividade e diversificar precificação são coisas diferentes, e só a primeira dá para fazer dentro do setor. Grão, proteína, etanol e cooperativa respondem à mesma lista curta de variáveis, então o conjunto se move junto mesmo tendo frentes distintas. Um imóvel no litoral é, na maioria dos casos, o primeiro ativo da família precificado por outra coisa inteiramente: demanda de temporada, estoque de lançamento e comprador de outro estado. Não é correção do que você fez, é o item que a sua lista não tem.
Muitas vezes faz, e eu não vou tentar ganhar essa discussão. Se aparecer área boa perto do que você já opera, com sinergia de máquina, de equipe e de logística, essa conta é difícil de bater e você sabe disso melhor do que eu. O que eu digo é outra coisa: essa compra não muda a lista de variáveis que precifica o seu patrimônio, apenas aumenta o tamanho do que responde a ela. A pergunta não é qual rende mais, é quanto do que você tem você aceita que responda à mesma lista.
Durante a obra, pelo que é documentado: cronograma, medição de etapa, comunicado da incorporadora e registro fotográfico. Eu encaminho o que recebo e digo de onde veio. Depois da entrega, quem acompanha o dia a dia é a administradora e o síndico, e você recebe prestação de contas e demonstrativo. Quando você quiser, eu passo na unidade e te mando o que vi, sem cobrar por isso e sem transformar em visita de venda.
Não sou eu. Quem faz isso são as administradoras locais e, em parte dos prédios, uma operação de locação contratada pelo próprio condomínio. Antes da compra eu te mostro quais atuam no empreendimento que você está olhando, o que cobram de taxa e o que está escrito no contrato delas. E digo também em quais prédios essa estrutura ainda não existe, porque isso muda a sua conta.
Muda quase tudo na operação. O aluguel que você conhece é contrato longo, um ocupante por vez e entrada previsível. Temporada é rotatividade alta, diária em vez de mensalidade, receita concentrada em parte do ano e custo de limpeza, enxoval, plataforma e administração que o contrato longo não tem. Tem prédio que funciona melhor num modelo e prédio que funciona melhor no outro, e em alguns a locação longa é o que faz sentido. Isso se decide antes de escolher a unidade, não depois.
Menos do que parece. A escritura e o registro acontecem no cartório do município do imóvel, e o ITBI é recolhido naquela prefeitura, pela regra dela e não pela do seu município. O resto pode ser feito por procuração e assinatura digital, do escritório da fazenda ou da sede da empresa. O que exige presença, na prática, é a visita.
Tem riscos próprios: prazo de entrega, reajuste da tabela pelo índice do contrato e solidez da incorporadora. Na conversa eu mostro onde cada um desses pontos aparece no contrato, como ler o registro de incorporação e como checar o histórico de quem está construindo. É o mesmo tipo de leitura de contraparte que você já faz, com outro vocabulário.
Em lançamento o pagamento é parcelado ao longo da obra, com entrada, parcelas durante a construção e um saldo na entrega, e há espaço para negociar reforços em meses específicos. Cláusula de safra não existe no contrato, então o que a gente faz é propor esses reforços nos meses em que você comercializa. Eu mostro o fluxo real da unidade que você escolher, com as datas e o índice de reajuste escritos, antes de qualquer assinatura. E insisto num ponto: a parcela precisa ser dimensionada pelo seu ano fraco, não pelo seu melhor ano.
O formulário tem um campo de faixa, e basta marcar a sua. Ele existe para eu não te mostrar o que não cabe no seu momento, e para eu te dizer na hora, sem rodeio, se a sua faixa está fora do que eu atendo. Antes disso eu não mando material de preço solto, porque material genérico de faixa errada só faz você perder tempo.
Não. Um contato para marcar, o atendimento, e o material por escrito. Depois disso eu só volto a falar se você pedir, e no mês que você disser.
Poucas perguntas. Falo com você pelo WhatsApp para combinar o horário.