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A sua renda é previsível, e isso muda o que você pode comprar

Com as famílias de Brasília e do Distrito Federal, do Plano Piloto, do Sudoeste, do Noroeste, do Lago Sul, do Lago Norte, de Águas Claras, do Guará, de Taguatinga e do Jardim Botânico, eu começo por uma característica que quase ninguém usa na hora de decidir uma compra: a sua entrada de recursos é das mais previsíveis que eu encontro, e isso não é um detalhe de conforto. É uma informação de arquitetura financeira, porque muda o tipo de compromisso que cabe na sua vida. A Sala do Investidor é um atendimento individual sobre lançamentos em cinco praças do litoral de Santa Catarina.

Agendar meu atendimento Torres de Balneário Camboriú ao amanhecer, vistas da orla

Em quase toda praça onde eu falo, o fluxo de caixa de quem me lê depende de alguma coisa

Eu atendo gente de regiões muito diferentes, e em quase todas elas o dinheiro que entra no mês depende de um fator de fora: a safra, o câmbio, o setor, a agenda do consultório, o cliente grande que atrasa o pagamento. Por isso, com quase todo mundo, a primeira coisa que eu preciso discutir é folga para o ano ruim. No Distrito Federal essa conversa é outra. A sua entrada chega no mesmo dia e no mesmo valor, independentemente do que aconteceu com a soja, com o dólar ou com o setor de alguém naquele mês.

Quem me procura daqui tem, na maior parte dos casos, renda de carreira pública: tribunais, órgãos federais, Banco Central, procuradorias, universidade, hospital, carreira militar. Há também empresário e profissional liberal, e com eles a conversa é a mesma de qualquer outra praça. Com quem tem renda previsível, não é: existe uma consequência prática que pouca gente aproveita, e é sobre ela que esta página trata.

Previsível em data e em valor

Você sabe o que entra no mês que vem e no ano que vem, com uma margem pequena de variação. Isso é raro entre as pessoas com quem eu converso, e quem tem costuma tratar como detalhe do dia a dia, em vez de como uma informação sobre o que dá para assumir.

Longo, parcelado e corrigido por índice

Um lançamento na planta é exatamente isso: um compromisso que atravessa a obra, pago em parcelas e corrigido pelo índice que está no contrato. É o formato que mais exige previsibilidade de quem assina, e é o que encontra menos atrito na sua vida.

Juntando as duas coisas: você é, estruturalmente, o comprador para quem esse produto faz menos esforço. Não porque mereça mais e não porque seja uma oportunidade que vai passar, e eu não vou escrever aqui que você deve aproveitar nada. É constatação de formato. Compromisso longo pede entrada previsível, e você tem entrada previsível. A maior parte das pessoas que olham lançamento precisa resolver esse ponto antes de decidir qualquer coisa. Você não precisa.

O que eu costumo ver é que essa conta nunca foi feita. A conversa sobre patrimônio por aqui tende a girar em torno do imóvel da cidade e da carteira no banco, e o compromisso parcelado longo acaba ficando de fora porque parece coisa de quem precisa de financiamento. Não é. É um formato de pagamento, e ele combina com a sua estrutura de renda melhor do que com a de quase todo mundo.


A família usa no período que escolher e o resto do ano ele fica alugado

É o argumento central e ele é simples: você marca no calendário o período em que a sua família usa o imóvel, e nos meses restantes ele fica locado. Não é um bem parado esperando as férias, nem um ativo puro que você nunca vai ver por dentro. São as duas coisas, na ordem que você definir, e essa ordem muda a escolha de praça, de prédio e de planta.

Para quem mora longe do mar isso costuma pesar mais do que parece. O imóvel de praia que serve só para usar fica fechado a maior parte do ano e cobra condomínio nos doze meses. O que a família usa e depois aluga ocupa o calendário inteiro. Qual dos dois você quer é uma decisão que vem antes de escolher o apartamento, não depois, e é a primeira pergunta que eu faço.


O mercado imobiliário de Brasília não se parece com nenhum outro do Brasil

Essa é a parte da conversa em que eu preciso ser honesto, porque ela mexe com a sua experiência. A oferta de terra no Distrito Federal é administrada, e não simplesmente negociada entre quem tem e quem quer. O Plano Piloto é tombado. O gabarito do que pode subir, em boa parte da cidade, vem de norma urbanística e não de uma disputa de mercado. Nada disso é defeito: é a razão pela qual a cidade tem a cara que tem, e quem mora aqui sabe disso melhor que eu.

A consequência, porém, é inevitável: quem aprendeu a ler imóvel em Brasília aprendeu num mercado excepcional. A intuição que se forma ali, sobre o que faz preço subir, sobre o que torna um endereço melhor que o vizinho, sobre quanto a oferta nova pesa, é uma intuição afinada para um lugar que funciona por regras próprias. Em Balneário Camboriú, em Itapema ou em Bombinhas ela pode simplesmente não valer, porque esses mercados se comportam de outro jeito. E se comportam de jeitos diferentes entre si, que é a parte que mais surpreende.

Eu não digo isso para diminuir o que você sabe. Digo porque é o tipo de coisa que, não dita, vira erro silencioso: a pessoa aplica no litoral um raciocínio que funcionava em casa e descobre a diferença depois de assinar. É motivo para olhar com atenção em vez de assumir, e é por isso que a conversa com quem é do Distrito Federal costuma ser a mais técnica que eu faço.


Você compara com três coisas, e eu sei quais são

Ninguém chega nesta conversa sem parâmetro, e os seus são quase sempre estes três. A conversa fica melhor quando eles entram na mesa desde o começo, em vez de ficarem na sua cabeça enquanto eu mostro planta. Existem ainda a previdência complementar e os planos de aposentadoria que você já mantém: eu os cito porque estão na mesa, e não para disputar com eles. Não é a minha área, eu não opino sobre nenhum deles e não é sobre isso que eu sei falar.

Mais um imóvel em Brasília

O apartamento para renda no Sudoeste, em Águas Claras, no Noroeste. É o movimento natural e é o parâmetro mais honesto que você tem, porque essa compra você avalia sozinho, sem precisar de corretor nenhum fazendo leitura de mercado por você. O ponto é que ela mantém tudo dentro da mesma cidade e do mesmo tipo de procura.

O que está no banco ou na corretora

É provavelmente onde o seu dinheiro está hoje. Eu não comparo retorno com o seu assessor nem recomendo aplicação nenhuma, porque não é a minha profissão nem o meu registro. O que eu descrevo é comportamento: o ativo imobiliário é indivisível, tem liquidez lenta e recebe por contrato. É diferente, e diferente não quer dizer melhor.

O litoral que você já cogitou

Muita família daqui já pensou em comprar na praia, chegou a olhar e não levou adiante. Eu não falo mal de praia nenhuma e não comparo uma com a outra, porque isso não ajuda você a decidir. O que eu faço é mostrar como as cinco praças desta página funcionam, para você comparar com o que já viu usando os mesmos critérios.


Cinco praças, cinco contas diferentes

Elas cabem num trecho curto de costa e não se comportam igual: densidade de lançamento, gabarito permitido, perfil de quem compra e perfil de quem aluga mudam de uma para a outra. Tratar as cinco como um bloco só é o erro mais comum de quem olha de longe, e é o que faz escolher a praça errada com o imóvel certo na mão. Conhecer a praia, aliás, é diferente de conhecer o mercado dela, e isso vale também para quem já passou férias em alguma delas.

Número de mercado envelhece em semanas, então nenhum deles aparece nesta página: preço de tabela, metro quadrado por praça e ocupação de temporada vão para a sua mão por escrito, com data e com a origem de cada um. Projeção de retorno futuro não existe em material meu.

Praia central de Balneário Camboriú com a orla urbana ao fundo

Balneário Camboriú

O mercado mais líquido e mais caro dos cinco, com a maior concentração de produto alto padrão e de comprador de fora do estado.

Praia aberta com orla arborizada e torres ao fundo no litoral de Santa Catarina

Itajaí e Praia Brava

Ocupação mais recente e outro tipo de prédio que o de Balneário Camboriú, com uma economia de porto e de serviço por trás da demanda.

Perspectiva de empreendimento novo na orla de Itapema

Itapema

Obra nova concentrada na orla e entrada mais baixa para o mesmo tipo de produto. É onde o mesmo aporte rende mais metro.

Baleeira ancorada em praia de Bombinhas

Bombinhas

Península com área construível limitada e gabarito baixo. Outro tipo de imóvel e uma temporada bem mais sazonal que as duas primeiras.

Pôr do sol sobre baía abrigada no litoral de Santa Catarina

Governador Celso Ramos

Baías abrigadas e lançamento mais recente. Entrada mais baixa e liquidez menor que a de Balneário Camboriú.


Onde ficar em Brasília ganha das cinco praças

Se eu só elogiasse a minha tabela você desconfiaria, com razão. Então a parte incômoda vem primeiro, e vem inteira: há quatro situações em que comprar aqui, perto de casa, é melhor do que qualquer coisa que eu tenho para apresentar.

Se o seu caso é um dos quatro acima, você ouve isso na primeira meia hora, não depois de três reuniões.


Mas isto aqui não é escolher um dos dois

Fique com o que você tem aí. O imóvel de Brasília faz um trabalho que nenhum apartamento em Balneário Camboriú vai fazer: ele está perto, você o administra sozinho e ele responde a um mercado que você lê de cor. Isso não entra em disputa com nada do que eu faço.

O de Santa Catarina faz outra coisa: outro mercado, outro calendário de procura, outro pagador do outro lado do contrato. E a família usa quando quiser, no período que escolher, com o resto do ano alugado. Não é trocar uma coisa pela outra. É o patrimônio deixar de depender de um único mercado, que por acaso é o mesmo onde você mora e trabalha.


Como funciona a Sala do Investidor

Você responde cinco perguntas

Dois minutos. Serve para eu levar o material da praça que interessa a você, em vez de um catálogo genérico.

Conversamos por vídeo

Quarenta minutos, no seu horário, inclusive fora do horário comercial. Comparo as cinco praças lado a lado, com estágio de obra e fluxo de pagamento.

Você recebe o estudo por escrito

Plantas, tabela vigente e o cenário de cada opção em PDF, com data. Material que dá para levar ao seu contador, ao seu assessor e à sua família sem eu estar na sala.


Como se paga, e onde o negócio realmente se decide

A entrada mínima é 10% do valor de tabela, e ela é negociável: eu escuto a sua proposta e levo ela para a construtora. Durante a obra você paga entre 40% e 50% do imóvel, distribuído em parcelas mensais, balões anuais e um pagamento maior na entrega das chaves.

O saldo que sobra depois das chaves é o ponto que decide o negócio, e é justamente o que quase ninguém analisa com cuidado antes de assinar. Ele tem dois caminhos, e os dois cobram juros de formas diferentes.

Financiamento pelo sistema tradicional

Entra depois da entrega da obra. O prazo é longo, e a taxa depende da sua análise de crédito e da avaliação do imóvel, então o custo real só aparece quando o banco responde.

Parcelamento com a construtora

Negociado direto com quem construiu, sem passar pela análise do banco. Em geral o prazo é mais curto e o saldo é corrigido pelo índice que está no contrato, então o custo depende do índice e do prazo que der para negociar.

Qual dos dois sai mais barato muda de caso para caso, e a diferença entre eles não é pequena. A consultoria financeira que trabalha comigo simula os dois cenários com os seus números e mostra qual deles cobra menos juros na sua situação. Esse estudo é parte do atendimento, não um serviço à parte: é o que eu faço antes de você assinar qualquer coisa.


Quem está do outro lado da chamada

Retrato de Rubem Bernardi, corretor de imóveis

Rubem Bernardi, CRECI-SC 70743

Corretor de lançamentos no litoral de Santa Catarina, da 2RW Group. Moro e trabalho aqui, atendo as cinco praças desta página e respondo pelo que escrevo com registro profissional. Com quem é do Distrito Federal o atendimento costuma ser mais técnico e mais direto, porque a parte de ler documento e conferir o que está escrito você já faz no seu dia.


O que me perguntam daqui

O meu dinheiro está rendendo no banco. Por que eu trocaria por imóvel?

Comparação de retorno com a sua carteira é conversa para o seu assessor, não para mim: não é a minha profissão nem o meu registro, e eu não opino sobre aplicação nenhuma. O que eu posso descrever é como o ativo se comporta, que é outra pergunta. O imóvel é indivisível, tem liquidez lenta, recebe por contrato, pede manutenção e tem inquilino do outro lado. Isso é diferente do que você já tem, e a diferença é o ponto. Se a conversa virar comparação de rentabilidade, eu te devolvo para quem cuida disso.

Já tenho imóvel aqui. Por que comprar fora?

Porque o que você tem aqui foi escolhido para a sua vida, e porque o seu patrimônio imobiliário inteiro está no mesmo mercado onde você mora e trabalha. Comprar mais um apartamento em Brasília é uma boa decisão que mantém tudo junto: a mesma cidade, o mesmo tipo de procura, o mesmo ciclo. As cinco praças têm outro tipo de produto, outro comprador e outro calendário de procura, e é isso que elas acrescentam. Não é trocar uma coisa pela outra, e eu não vou dizer que o seu mercado é pior, porque não é.

Comprar na planta é arriscado para quem não pode acompanhar de perto?

Tem riscos próprios e eles são nomeáveis: prazo de entrega, reajuste das parcelas pelo índice que está no contrato e solidez de quem está construindo. Nenhum deles é invisível, todos aparecem em documento, e é isso que eu abro na conversa em vez de deixar para a leitura do contrato. O que muda no seu caso é que você não passa na frente da obra todo sábado, então a verificação é por documento e por acompanhamento periódico. Eu prefiro que você faça essa leitura com o seu advogado do lado.

Como eu acompanho a obra e o imóvel de longe?

Por documento e por rotina, não por visita. O registro de incorporação, o memorial descritivo, a convenção do condomínio e os informes periódicos de obra dizem mais que qualquer foto, e a maioria das incorporadoras publica relatório de andamento com imagem datada. Eu mando o que chega e indico o que você mesmo pode conferir na fonte, sem passar por mim. Visitar a obra é possível e eu recomendo quando der, mas não é o que decide: o que decide é o que está escrito. Depois de pronto, quem está no imóvel toda semana é a administradora ou o condomínio, e isso tem contrato e prestação de contas.

Quem administra a locação se eu não estou lá?

Três caminhos, e eu mostro o que está escrito em cada um. Primeiro, administradora local, que cobra taxa e resolve entrada e saída de hóspede sem você. Segundo, empreendimento que já nasce com operação de locação contratada pelo próprio condomínio, o que muda a conta e também muda o que você pode decidir sozinho. Terceiro, você mesmo, por aplicativo, o que é viável e custa tempo seu. Também vale olhar o que a convenção do condomínio permite em locação por temporada, porque em parte dos prédios existe regra.

O que muda entre o aluguel anual que eu conheço e a temporada?

Quase tudo, menos o imóvel. No anual você tem contrato longo, um inquilino, receita previsível e pouca operação, que é o modelo que você já conhece de Brasília. Na temporada a receita se concentra em poucos meses, a troca de hóspede é constante, entra limpeza, enxoval, atendimento e precificação por período, e o imóvel precisa estar pronto para usar. São operações diferentes e por isso pedem unidades diferentes: o que aluga bem no anual não é automaticamente o que a temporada procura primeiro. Essa escolha vem antes de escolher o apartamento, não depois.

Comprar em outro estado complica alguma coisa?

Muda o endereço dos atos, não a natureza deles. A escritura é lavrada e o registro é feito no município do imóvel, e o ITBI é tributo municipal, então ele é devido e recolhido lá, não em Brasília. Na prática isso se resolve sem viagem: boa parte das incorporadoras trabalha com assinatura digital, e o que exige presença se resolve com procuração. Orientação jurídica e tributária, porém, é do seu advogado e do seu contador: eu mostro quais documentos existem, em que ordem eles aparecem e quem assina o quê, e não dou parecer sobre tributo nenhum.

Quanto preciso ter para começar essa conversa?

A pergunta sobre faixa no formulário existe justamente para isso: você marca a sua e eu te digo na hora se está dentro do que eu atendo, antes de qualquer reunião. Também serve para eu não te mostrar unidade que não cabe no seu momento, nem a que sobra dele. Valor de tabela eu passo por escrito, com data, nunca em página de internet.

Você vai me ligar todo dia depois disso?

Não. Um contato para marcar, o atendimento, e o material por escrito. Depois disso eu só volto a falar se você pedir. Se você precisar de tempo para conversar em casa e com quem te assessora, o tempo é seu, e eu não entro nessa fila de gente querendo um minuto seu.


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