Com quase todo cliente meu eu preciso começar apresentando o litoral de Santa Catarina como alternativa. Com quem é de Cascavel, de Toledo ou de Marechal Cândido Rondon, não: essa parte a sua região já respondeu faz tempo. Você provavelmente conhece pessoalmente alguém que comprou em Balneário Camboriú ou em Itapema, o vizinho, o sócio, o primo, o cliente, o compadre, e foi por aí que você ouviu falar disso a primeira vez. Então eu não vou gastar a sua hora defendendo uma ideia que a sua própria roda já aprovou. A Sala do Investidor é um atendimento individual sobre lançamentos em cinco praças desse litoral, e com você a conversa começa um passo adiante: qual das cinco, e por quê.
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Em Cascavel, em Toledo, em Marechal Cândido Rondon, em Palotina, em Assis Chateaubriand, em Medianeira, em Corbélia, em Santa Helena, em Céu Azul e em Foz do Iguaçu, o litoral catarinense não é novidade nem descoberta de anúncio. É assunto de churrasco, de reunião de sócios, de conversa na porta do escritório. Capital do agronegócio do Oeste paranaense, a região tem fluxo intenso de dinheiro saindo daqui para imóvel em Santa Catarina, e isso já acontece há tempo suficiente para virar hábito.
E é aqui que entra a parte que eu preciso dizer, mesmo sendo eu o corretor. Quando muita gente da mesma região compra no mesmo lugar, o caminho tende a ser o mesmo caminho: o mesmo prédio, o mesmo corretor, a mesma praia, às vezes o mesmo andar. Indicação concentra, por natureza. Não é defeito de ninguém: é como a informação circula entre pessoas que confiam umas nas outras, e funcionou bem para muita gente da sua cidade.
O que eu acrescento é só isto: indicação é um ótimo motivo para olhar e um péssimo critério para escolher. Ela te diz onde o seu vizinho se sentiu seguro, o que é uma informação de verdade e vale ouvir. Ela não te diz qual das praças combina com o que a sua família quer, nem onde o seu dinheiro trabalha melhor no calendário que vocês conseguem usar. São perguntas diferentes, e a segunda ninguém responde por você no churrasco.
Chega com confiança embutida e com informação que nenhum material traz, porque vem de alguém que entrou antes de você e te conta o que viveu. É um bom ponto de partida, e tem um efeito que ninguém planejou: ele costuma terminar na mesma praça onde começou.
Começa pela pergunta que a indicação não responde: qual praça, para qual uso, com qual perfil de quem aluga e em quais meses. Dá mais trabalho, e é o que transforma uma escolha herdada numa escolha sua.
Esse é o argumento central, e ele cabe numa frase. O imóvel é da família: quem decide o período é você, com antecedência, e não a lista de espera de quem reservou primeiro. Nos meses em que ninguém da família aparece, ele fica locado por temporada e passa a ter receita própria em vez de só ter despesa. É a diferença entre um bem parado e um bem que trabalha quando está vazio.
Isso não é promessa de rendimento e eu não vou tratar como se fosse. Condomínio, IPTU, manutenção e a taxa de quem administra entram na mesma folha que a parcela, e é essa folha inteira que eu levo para a conversa, não só a metade bonita dela. Quanto entra depende do prédio, do andar e do mês, com as administradoras que atuam naquele empreendimento, e isso vai por escrito.
O calendário de uso é combinado por vocês. A data sai quando a viagem for possível para a família, e não quando sobrar lugar.
Nos meses vazios o imóvel fica locado e gera receita própria. O que entra depende do prédio, do andar e do mês, e vai para a sua mão por escrito, nunca como projeção.
Ninguém de Cascavel, de Toledo, de Palotina ou de Medianeira chega aqui sem parâmetro, e o seu primeiro parâmetro tem nome e sobrenome, porque é gente que você conhece. São quase sempre estes três, e a conversa fica melhor quando eles entram na mesa desde o começo, em vez de ficarem na sua cabeça enquanto eu mostro planta. Existe uma quarta opção, que é deixar o recurso no banco ou em aplicação: essa eu não disputo e nem sou a pessoa para falar dela. Quem compara retorno de investimento financeiro é o seu assessor, não o corretor.
É o parâmetro mais vivo que você tem, e eu não vou tentar derrubá-lo. Ele conhece o prédio por dentro, viveu a entrega e te conta o que ninguém escreve no material. O que eu faço é colocar o prédio dele na mesma tabela das outras praças, com a informação dele preservada e as alternativas visíveis do lado.
A sala comercial, o prédio na avenida, o terreno, o apartamento para renda em Cascavel ou na cidade onde você mora. É o parâmetro mais honesto que você tem, porque esse mercado você avalia sozinho, sem depender de mim. Eu entro nele com a tabela dos dois lados na data da conversa.
A lavoura, o aviário, a agroindústria, a cota da cooperativa, a empresa na cidade. Costuma ser a opção que você conhece melhor e a que mais compete comigo, com razão: a execução está na sua mão. O que ela não faz é colocar patrimônio num mercado que se move por outras razões, com outro calendário de ocupação.
Se a sua região já decidiu que o litoral catarinense faz sentido, o que falta decidir é exatamente isto. As cinco cabem num trecho curto de costa e se comportam de forma distinta: densidade de lançamento, gabarito permitido, perfil de quem compra e perfil de quem aluga. É a diferença que a indicação não carrega, porque o seu vizinho conhece a praça dele muito bem e as outras quatro ele conhece como visitante, igual a você.
Número de mercado envelhece em semanas, então nenhum deles aparece nesta página: preço de tabela, metro quadrado por praça e ocupação de temporada vão para a sua mão por escrito, com data e com a origem de cada um. Projeção de retorno futuro não existe em material meu.
O mercado mais líquido e mais caro dos cinco, com a maior concentração de produto alto padrão e de comprador de fora do estado.
Vizinha de BC pelo túnel, com ocupação mais recente e outro tipo de prédio. Costuma interessar a quem achou BC movimentada demais.
Obra nova concentrada na orla e entrada mais baixa para o mesmo tipo de produto. É onde o mesmo aporte rende mais metro.
Península com área construível limitada e gabarito baixo. Outro tipo de imóvel e uma temporada bem mais sazonal que as duas primeiras.
Baías abrigadas e lançamento mais recente, na direção de Florianópolis. Entrada mais baixa e liquidez menor que a de BC.
Se eu só defendesse a minha mesa você desconfiaria, com razão. E eu estou falando com quem já viu a indicação dar certo para gente próxima. Então vai a parte que o anúncio não escreve.
Leve as duas. O que o seu vizinho sabe sobre o prédio dele continua valendo, inteiro, e eu não tenho uma gota de superioridade a oferecer sobre isso. Ele viveu o que eu só consigo descrever.
O que falta é ver as outras quatro praças antes de decidir, com a mesma tabela e as mesmas perguntas para todas, inclusive para a dele. Às vezes a conversa termina na praça indicada, e aí você entra sabendo por que escolheu. Às vezes termina em outra. A diferença, nos dois casos, é que a escolha passa a ser sua em vez de herdada.
Dois minutos. Serve para eu levar o material da praça que interessa a você, em vez de um catálogo genérico.
Quarenta minutos, no seu horário. Comparo as cinco praças lado a lado, e se você já tem um prédio indicado em mente, ele entra na mesma tabela.
Plantas, tabela vigente e o cenário de cada opção em PDF, com data. Se decidir visitar, eu monto o roteiro de um dia só com o que sobrou da sua lista.
A entrada mínima é 10% do valor de tabela, e ela é negociável: eu escuto a sua proposta e levo ela para a construtora. Durante a obra você paga entre 40% e 50% do imóvel, distribuído em parcelas mensais, balões anuais e um pagamento maior na entrega das chaves.
O saldo que sobra depois das chaves é o ponto que decide o negócio, e é justamente o que quase ninguém analisa com cuidado antes de assinar. Ele tem dois caminhos, e os dois cobram juros de formas diferentes.
Entra depois da entrega da obra. O prazo é longo, e a taxa depende da sua análise de crédito e da avaliação do imóvel, então o custo real só aparece quando o banco responde.
Negociado direto com quem construiu, sem passar pela análise do banco. Em geral o prazo é mais curto e o saldo é corrigido pelo índice que está no contrato, então o custo depende do índice e do prazo que der para negociar.
Qual dos dois sai mais barato muda de caso para caso, e a diferença entre eles não é pequena. A consultoria financeira que trabalha comigo simula os dois cenários com os seus números e mostra qual deles cobra menos juros na sua situação. Esse estudo é parte do atendimento, não um serviço à parte: é o que eu faço antes de você assinar qualquer coisa.
Corretor de lançamentos no litoral de Santa Catarina, da 2RW Group. Moro e trabalho aqui, atendo as cinco praças desta página e respondo pelo que escrevo com registro profissional. Quem me procura de Cascavel ou das cidades do Oeste raramente chega perguntando se vale a pena comprar em Santa Catarina: chega com um prédio na cabeça, indicado por alguém de confiança, querendo saber o que mais existe antes de assinar. É exatamente para essa pergunta que eu monto a conversa.
Não, e eu não teria por que fazer isso. Ele te deu uma informação que eu não tenho: conhece aquele prédio por dentro, viveu a obra e a entrega e sabe o que incomoda no dia a dia. Isso continua valendo depois da nossa conversa. O que muda é que o prédio dele deixa de ser a única opção na mesa e passa a ser uma das cinco praças, avaliada com as mesmas perguntas que as outras: qual produto, qual perfil de comprador, qual perfil de quem aluga, quais meses. Se ele sair bem nessa comparação, você compra com um motivo a mais. Se outra praça encaixar melhor no que a sua família quer, você soube antes de assinar e não depois.
Porque conhecer bem um mercado é motivo para continuar nele, e não é motivo para estar só nele. O que você tem hoje responde todo às mesmas razões: a mesma cidade, o mesmo tipo de inquilino, o mesmo calendário. Um imóvel em outra praça não é melhor que o seu, é diferente dele, com outro mercado, outro perfil de quem paga e um calendário de ocupação que não é o do contrato anual. E tem o uso: esse é da família, nos meses que vocês escolherem. A pergunta que eu levo para a conversa não é qual dos dois é melhor, é qual lugar cada um ocupa no conjunto.
A obra você acompanha pelo que é documentado: relatório de evolução da incorporadora, registro de incorporação, cronograma do contrato e as fotos de cada etapa, que eu te mando sem você pedir. Depois da entrega, quem está no prédio todo dia é o síndico e a administradora, e é com eles que o contato fica. Eu continuo aqui, na mesma praça, e vejo o empreendimento de perto. E tem uma vantagem que é sua e não é minha: se gente da sua cidade já está no mesmo lugar, você tem olhos ali que a maioria dos meus clientes não tem.
Não sou eu, e é melhor que isso fique claro antes da compra. Quem faz isso são as administradoras locais e, em parte dos prédios, uma operação de locação contratada pelo próprio condomínio. Antes de você decidir, eu mostro quais atuam no empreendimento que você está olhando, o que cobram de taxa e o que está escrito no contrato delas. E digo também em quais prédios essa estrutura ainda não existe. Se alguém da sua região já aluga por lá, vale comparar o que você ouvir dele com o que está no contrato: as duas informações juntas valem mais que cada uma sozinha.
Muda o contrato, muda quem entra e muda o trabalho. No anual você tem um inquilino, um contrato longo, reajuste por índice e previsibilidade alta. Na temporada você tem muitos hóspedes ao longo do ano, preço que varia por mês e por semana, meses cheios e meses vazios, e uma operação de limpeza, enxoval e atendimento que alguém precisa executar. São dois negócios diferentes dentro do mesmo setor, e é por isso que o cálculo não é o mesmo que você faz na sua cidade. Eu levo as duas colunas inteiras, não só a bonita, e projeção de rendimento futuro não entra, porque ninguém honesto sabe.
Menos do que parece, e é diferente da compra aí no Paraná em dois pontos: a escritura e o registro acontecem no cartório do município do imóvel, e o ITBI é recolhido naquela prefeitura, pela regra dela. O resto pode ser feito por procuração e assinatura digital, sem você sair de Cascavel. O que exige presença, na prática, é a visita, e ela cabe na viagem que a família já planeja.
Tem riscos próprios: prazo de entrega, reajuste da tabela pelo índice do contrato e solidez da incorporadora. Na conversa eu mostro onde cada um desses pontos aparece no contrato, como ler o registro de incorporação e como checar o histórico de quem está construindo. É o mesmo tipo de leitura que você já faz quando compra na planta na sua cidade, com outra prefeitura e outro cartório do outro lado. E se alguém que você conhece já recebeu a chave daquele grupo, esse histórico entra na análise também.
Não tenho piso nem teto de valor. A faixa no formulário é a sua escolha, inclusive a mais baixa: ela existe para eu já chegar na conversa com o que cabe no seu momento, não para te deixar de fora dela.
Não. Um contato para marcar, o atendimento, e o material por escrito. Depois disso eu só volto a falar se você pedir.
Cinco perguntas, dois minutos. Falo com você pelo WhatsApp para combinar o horário.